
Com uma população de 318 mil habitantes, Franca tem um dos menores rendimentos per capita entre as cidades de grande porte do Estado de São Paulo. Segundo pesquisa “Os Emergentes dos Emergentes” divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o município possui uma renda média de R$ 878,11. O valor é inferior aos ganhos de 14 cidades com mais de 300 mil habitantes e de outros três municípios da região, com população equivalente a um bairro francano. O levantamento tem por base números de um cruzamento entre a pesquisa mensal de emprego e a pesquisa nacional por amostra de domicílio, ambas realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Além da renda dos municípios, a pesquisa também trouxe a divisão da população por classes sociais.
No âmbito estadual, Franca fica na 103ª posição no ranking atrás de cidades de menor expressão como Cotia, Santa Rita do Passa Quatro, Monte Alegre do Sul e Santa Cruz da Conceição. A nível nacional, ocupa quase a 400ª colocação (396ª) em relação ao poder aquisitivo.
Se for considerar apenas a região, aparece na rabeira de Orlândia, Ituverava e Batatais. Em Orlândia, por exemplo, a renda média é de R$ 934,58. Ribeirão Preto, na outra ponta, tem salário médio de R$ 1.361,38 e é considerada a 10ª cidade mais rica do Estado e a 20ª do País.
Para a professora e coordenadora do Ipes (Instituto de Pesquisa Econômicas e Sociais), do Uni-Facef, Melissa Franchini Cavalcanti Bandos, a baixa renda retrata a realidade da cidade. “Franca é uma cidade mais industrial, formada por operários que ganham o salário médio da categoria. Apesar do avanço de outras economias, o calçado ainda é muito forte.”
Dados do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) mostram que até abril deste ano existiam na cidade 26.393 trabalhadores registrados nas fábricas de calçados e o piso da categoria era no valor de R$ 671. “O salário na cidade está abaixo da média do Estado, porém temos quase pleno emprego e ainda não crescemos o suficiente para suplantar a indústria. Nas outras cidades, como Ribeirão Preto e Rio Preto, o grande nicho é a prestação de serviço”, disse o professor de administração da Fatec Franca, Daltro Oliveira de Carvalho.
Notícia retirada do site: Comércio da Franca